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Bolas de Berlim... sem creme

Um blogue que não é de culinária (apesar de ter algumas receitas)

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Como arrumar a roupa de maneira feliz

Ando a ler, desde 2015, o livro de Marie Kondo, Arrume a Sua Casa, Arrume a Sua Vida (em inglês: The Life-Changing Magic of Tyding Up: The Japanese Art of Decluttering and Organizing). Estava a achar o livro uma autêntica pérola na arte de bem destralhar e arrumar a casa (ela assevera repetidamente que, se seguirmos o método dela - destralhar por categoria e não por divisão-, nunca mais vamos ter de destralhar na vida!) até chegar à parte em que ela fala sobre como dobrar a roupa de forma a poupar espaço no armário, em especial o subcapítulo sobre as meias, "Storing socks: treat your socks and stockings with respect" (só tenho a versão em inglês).

Ora bem, só de ouvir falar em tratar as peúgas com respeito dá-me vontade de rir. E isto não fica pelo título. A Marie Kondo fala das peúgas (e da roupa em geral) como se fossem seres sencientes, logo, com sentimentos que devemos tentar não ferir. E como se podem ferir os sentimentos das peúgas, perguntam vocês? Por dobrá-las tipo envelope ou em forma de bola, algo assim...

meias potato.jpg

...como eu sempre fiz e aposto que vocês também!

Segundo Marie Kondo, as meias devem descansar enquanto estão arrumadas na gaveta e esta forma de as dobrar não as deixa descansar nem respirar. Já não basta o trabalho árduo de passarem o dia dentro dos sapatos, aguentando pressão e fricção para proteger os nossos pés malcheirosos, como depois ainda terem de suportar a tensão de estarem mal dobradas durante o tempo em que deveriam recuperar energias para a utilização seguinte.

Imaginei peúgas com olhos, nariz e boca a soltarem gotinhas de suor da testa imaginária, ali pela zona do calcanhar, destinadas a uma vida miserável dentro da gaveta.

Comecei-me a rir e achei que a mulher era maluca. Onde é que já se viu peúgas com sentimentos? Pousei o Kindle e não voltei a pensar mais nisso até que...

... houve um dia em que me esqueci de umas peúgas e collants no meio da roupa para passar a ferro e a minha empregada da limpeza tomou a iniciativa de as dobrar e arrumar. Quando abri a gaveta ia tendo uma coisa. As collants estavam dobradas de uma maneira como eu nunca tinha visto e que nem sequer consigo explicar aqui, mas naquele momento percebi perfeitamente o que Marie Kondo queria dizer com as meias não conseguirem respirar! Além de que aquela forma de dobrar as collants ocupa imenso espaço...

Nessa noite, voltei ao livro e li com mais atenção a parte das meias. Seguiu-se a parte racional: dobrar bem a roupa, no geral, não só conserva melhor a roupa (não estraga elásticos, etc.), como poupa espaço no armário e isso para mim é razão suficiente para reinventar a forma como dobro a roupa cá em casa.

E é um mundo, senhores! Um mundo! Uma simples pesquisa no Google com algo como "Marie Kondo folding clothes" leva-vos a um admirável mundo novo repleto de entradas de blogues de adeptos deste método e vídeos explicativos sobre como dobrar a roupa ao estilo KonMari. Este guia ilustrado do método KonMari é o meu preferido com vídeos e isso.

Confesso que a ideia de dobrar as t-shirts em rolinhos me faz alguma confusão, porque me parece que a roupa vai ficar toda vincada. Mas ela diz que não, por isso vou testar primeiro com as meias, cuecas e t-shirts do desporto e depois digo-vos, se bem que desconfio que é só a mim que isto interessa...

 

Aqui ficam mais vídeos:

 

 

 

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