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Bolas de Berlim... sem creme

Um blogue que não é de culinária (apesar de ter algumas receitas)

Bolas de Berlim... sem creme

Um blogue que não é de culinária (apesar de ter algumas receitas)

Guilty pleasure

Confesso, tenho um fraquinho por este senhor. É o meu guilty pleasure e, se não tenho por hábito ouvir as suas músicas em casa, sigo fervorosamente as suas fotos e notícias no Instragram e no Facebook. Recentemente parece que foi entrevistado e fotografado pela GQ. Está giro, sim senhor. Sensual e enigmático. Uma destas fotos ficava esquizofrenicamente bem ao lado da Lana*.





* mas não, cá em casa só fotos de gente que costumo abraçar todos os dias.

MUSIC BOX # 12 - Oh Mandy



Este post sobre idas e vindas e tudo aquilo que fica por fazer e dizer quando temos de nos despedir fez-me lembrar das vezes que eu vinha a Portugal quando estava em Berlim, da correria que era e do esforço em me desdobrar para ver todos e agradar a todos e tentar que um ou outro não ficasse melindrado por eu passar mais tempo com aqueloutro. Era complicado gerir tudo, era complicado agradar a todos, era especialmente complicado agradar-me a mim própria. Acabava sempre por adiar fazer aquilo que eu queria realmente fazer. É claro que eu queria ver as pessoas, é claro que eu queria visitar a família. Mas também queria ir à praia, ir ao cinema ou simplesmente deambular pelas ruas de Lisboa a ouvir português pelos cantos e fascinar-me com o preço baixo do café. Cheguei, confesso, a ponderar vi cá sem dizer nada a ninguém para conseguir ter tempo para mim. Mas isso nunca aconteceu. A necessidade de estar com a família e os amigos era muito mais urgente.
Fosse como fosse, trazia sempre comigo uma cassete (sim, uma cassete! se eu pudesse ainda gravava músicas em cassetes!) com as músicas que andava a ouvir no momento. Uma espécie de banda sonora das férias. The Spinto Band faziam parte de uma dessas bandas sonoras de um Setembro quente. E é exactamente essa música que me lembro de ouvir no carro, em direcção a Lisboa, para me encontrar com um querido amigo no Bairro Alto e ficarmos até às 4 da manhã sentados no passeio a conversar, de cerveja na mão, sem medo que se nos faltassem as palavras.