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Bolas de Berlim... sem creme

Um blogue que não é de culinária (apesar de ter algumas receitas)

Bolas de Berlim... sem creme

Um blogue que não é de culinária (apesar de ter algumas receitas)

Ideias de prendas para um Natal menos consumista, mais criativo e personalizado - Parte 2

Quem gosta de cozinhar, pode fazer iguarias para oferecer. Há uns anos, ainda antes da nossa filha nascer, quando tínhamos todo o tempo do mundo para matar tardes inteiras com experiências, oferecemos aos amigos saquinhos com sticks de casca de laranja com chocolate, fudge de chocolate e doce de kiwi (o que eu queria mesmo era fazer doce de ameixa, mas depois lembrei-me que estávamos em Dezembro e não havia ameixas...). Os amigos gostaram, mas o mal destas prendas é que não passam dessa noite...

Há outras possibilidades, desde azeites com especiarias, misturas preparadas para pão e bolos, geleias, compotas, conservas de beringela, queijo feta, tomate seco, enfim, é puxar pela imaginação e pela colher de pau. Por agora, deixo algumas fotos e receitas de fazer crescer água na boca.



Mistura pré-feita para bolachas, por exemplo, daqui.



Etiqueta personalizada disponível para imprimir aqui.


Se forem artistas, por que não experimentar uma coisa deste tipo?

Se não forem artistas, shame on you, mas têm aqui uma deliciosa receita de bolachinhas mais ou menos fácil de fazer e digna de nos esquecermos que afinal eram para oferecer...

Ponto da situação

Agora decidiu que não pode andar sem uma fralda de pano na mão.
Decidiu que não quer comer, nada, nunca, só às vezes uma pêra ou iogurte e o belo do bolo que pede sempre que passamos num café, mas que nós nunca lhe damos.
Decidiu que não gosta de sopa e, às vezes, também deixa de gostar da mamã.
Decidiu, durante 3 dias, que a mamã era uma bruxa má, mas de repente passou-lhe.
Decidiu que se disser que lhe dói a barriga, lhe damos muita atenção. Nós ainda não decidimos se lhe dói mesmo a barriga ou não.
Decidiu fazer cocó dentro na piscina. Valeu-nos a clarividência da mamã-bruxa má...
Decidiu que quer fazer tudo sozinha. Descer as escadas. Subir as escadas. Vestir o casaco. Despir o casaco. Tirar a fralda. Pôr a fralda. Calçar as meias. Limpar o nariz. Barrar manteiga no pão. Ainda não se lembrou de ser ela a conduzir o carro.
Decidiu dizer "Eu sou capaz" 123 vezes por dia. 
Decidiu que não quer trocar a fralda, mas se tiver mesmo de ser, então só no chão, em cima do tapete.
Decidiu que ela é que escolhe a roupa.
Decidiu que, se demorarmos um segundo a mais a dar-lhe o leite do que o normal, é o fim do mundo. Ah, espera, esta era antiga...
Decidiu que quer o pai se a mãe não deixa fazer alguma coisa, ou vice-versa. Se nenhum dos dois deixar, então já quer a avó.
Decidiu que ela é que sabe as letras das músicas todas. Mas nesta até é capaz de ter razão.

Tudo isto pode ser o mote para uma bela birra. Não tem de ser, mas geralmente é. E só faz dois anos para a semana. Caneco.

Ideias de prendas para um Natal menos consumista, mais criativo e personalizado - Parte 1

Como sabem, este Natal decidi só oferecer prendas feitas por mim. Já abri uma ou outra excepção, pois há pessoas cujos interesses não se enquandram no universo DIY ou com quem não tenho uma proximidade suficiente para descortinar o que podem gostar para além daquele livro sobre o Big Bang ou aquele CD com canções de Natal por gente estranha, mas, no geral, estou convencida de que vou conseguir fazer prendas para toda a gente.



Uma das prendas que já devia ter começado a fazer, porque vai correr mal à primeira de certeza, são os sabonetes artesanais, como por exemplo, os da Martha Stewart. Há imensas receitas na Internet e, a partir de uma base, é possível variar os aromas, cores e texturas, juntando, por exemplo, corantes alimentares, ervas secas, flocos de aveia, mel, etc.


Outra das fantásticas sugestões do site da Martha Stewart são bases para copos personalizadas, com mapas, fotos ou simplesmente papel de artesanato. Achei giríssimo e uma ótima prenda para os membros masculinos da família. Usei umas bases de cortiça e uma cola de artesanato própria para estas coisas e achei que estava a correr bem, até a cola ter secado e o papel ter começado a descolar dos lados... Voltei a aplicar mais cola, mas depois ficou com um ar pastoso e impróprio para oferecer. Fiquei ligeiramente irritada...
Adiante.



Uma outra sugestão que achei deliciosa, mas que só descobri tarde demais, é imortalizar receitas de família em aventais, panos da loiça, quadros, papel de parede, livros, postais, enfim, é só ter imaginação e encontrar as plataformas e os materiais certos. (Não valem receitas com caldos Knorr.)


Esta receita de sais de banho pareceu-me simples e prática, mas não conheço quem ainda tome banhos de imersão nem quero contribuir para tamanho desperdício. No entanto, é uma ideia... Dizem que o sal de Epsom se vende na farmácia?! Se alguém souber, agradeço a dica. Pode ser que a costura me corra irremediavelmente mal e tenha de recorrer ao plano F.

Instantâneos do fim-de-semana

Porque não pode ser só tosse, febre e ranho, neste fim-de-semana fizemos bolachinhas e fomos, pela primeira vez com ela, comer ao japonês. Ela gostou das duas coisas. No japonês voltou a comer, que era coisa que ela já não sabia o que era há dois dias*. Meia sopa, meio croquete, um camarão e três colheres de arroz. Um verdadeiro festim!




*Antes que a Assistência Social nos venha bater à porta, adianto já que comida não lhe faltou, as crianças é que não gostam lá muito de comer quando estão adoentadas, sim?

Calendários do advento (um pouquinho atrasados)

Este ano, porque estamos de dieta (os 3 quilos ganhos nas férias ainda por cá bamboleiam), decidimos não comprar um calendário do advento daqueles com chocolatinhos belga (e eu que não sou muito dada a chocolate, salivo só de pensar...). Pensámos, sim, ou pensei, em fazer um, dotada como só eu, mas a cabeça racional cá da casa logo me chamou à razão: a miúda ainda não tem idade para perceber que só pode abrir uma janelinha por dia e como é que lhe vais explicar que no dia 25 se acabou a brincadeira? Seria, provavelmente, o fim do mundo (e não no dia 21 como para aí apregoam). Para evitar causar-lhe esse desgosto em tão tenra idade, resolvemos, então, adiar o projecto por mais um ano. Assim, e como perdi algum tempo a pesquisar diversos tutoriais, deixo já algumas sugestões para 2013, umas muito fáceis de fazer, outras nem por isso, mas daqui a um ano já estarei a fazer fatos de Halloween com um olho fechado e calendários do Advento às escuras!

Começamos pela rainha do DIY, como é óbvio.

Pequeno estendal de envelopes, com outras ideias giras aqui.

Com sugestões sobre o que pôr em cada caixinha.

Maneira engenhosa de aproveitar as caricas das minis...

Ou esta sugestão ecológica.

Era uma coisa assim ou assim que ia costurar este ano e já tinha andado a ver colecções de bonecos da Playmobil ou semelhantes com 24 peças para a miúda fazer a colecção.


Para quem fuma. Bem fácil de fazer.


Este é o meu preferido.
Mas, como dizem os americanos, nem num  milhão de anos...

Ou o mais provável será chegar ao dia 30 de Novembro e desenrascar uma coisa assim. Afinal de contas, o que conta é a intenção e o efeito surpresa...

Destas coisas

Estava tudo bem. Na creche nada a assinalar, dia de feirinha de Natal para ajudar a ipss, a seguir baby yoga que ela cumpriu com uma alegria inusitada, fazendo o pino e dando a cambalhota, e para casa fomos felizes, de recado pronto para dar ao pai assim que ele abrisse a porta: "Papá, fui ao yoga e fiz o pino". Ou foi mais ou menos isto que ela disse e eu traduzi. Estava tudo bem, portanto. Até que, de repente, nem 15 minutos depois, começar a choramingar, a recusar a comida, a ficar de faces coradas e cara de doente, a encostar a cabecinha e a preocupar-nos com uma falta de energia agoirenta.
A noite foi como já se previra. Até à uma da manhã uma sucessão de dormir e acordar a chorar, sem percebermos bem porquê, sem ponta de febre que se visse, sem cólicas ou dores que conseguisse explicar. Algo foi, no entanto, que só passou com um supositório. Depois dormiu. Ela e nós, embora eu fosse acordando de quando em vez mal ouvisse um suspiro mais prolongado.
De manhã, acordou quase como se nada fosse. Faltava o quase exposto nas olheiras que lhe marcavam o rosto branquinho. Mas daí a nada já dançava e saltava como se na noite passada não estivesse estado tão esquisita.
Dizem que as crianças têm destas coisas. Chamemos-lhe dores de crescimento ou a dor de parecer não ter em mim todo o amor do mundo que lhe pudesse acalmar a aflição.