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Bolas de Berlim... sem creme

Um blogue que não é de culinária (apesar de ter algumas receitas)

Bolas de Berlim... sem creme

Um blogue que não é de culinária (apesar de ter algumas receitas)

Ele há gente muito estranha

- Desculpe, o seu nome é...?
- É o que lá está - respondi, a apontar para o cartão.
- É mesmo assim?
- É o que lá está - a tentar não pôr a cara de poucos amigos.
- Não se enganaram?
Já com a cara de poucos amigos, controlo um suspiro de impaciência e respondo ainda educadamente:
- Não.
- E a sua profissão? Diz aqui tradutora?? - e faz uma cara muito espantada.
- Sim...
- A sério?? É mesmo?? Tradutora??
- Sim...
Volto a respirar fundo, uma, duas, três vezes, enquanto a senhora vira e revira o meu cartão de cliente, como se algo não batesse certo. Não aguento e pergunto, quando a oiço lançar um gemido de exclamação:
- Mas isso é assim tão estranho?
- Ah... não. É que nunca tinha conhecido nenhum tradutor. Não há muitos, sabe?

E assim se cria um mito.

A pintora

Começámos assim


com papéis colados na parede. Ao contrário do que se temia, ela percebeu perfeitamente a diferença entre papel e parede e (ainda) não me pintalgou as paredes (todas). Mas a miúda só quer pintar. Chega a casa vai pintar. Acorda vai pintar. Na escola diz que só pinta. Está a jantar e só quer ir pintar. Provavelmente sonha que está a pintar. Eu, que quero incentivar a sua criatividade, tenho-lhe comprado mais lápis e canetas do que eu alguma vez tive e começo a pensar em como posso continuar a ajudá-la a ser a próxima Paula Rego (mais bonita e simpática, claro está). Cheira-me que quando o gato der cabo do sofá de vez, vamos optar por móveis destes:




(daqui)

Vamos só esperar que ela passe dos rabiscos para desenhos de jeito. Gato, poupa as unhas.