Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Bolas de Berlim... sem creme

Um blogue que não é de culinária (apesar de ter algumas receitas)

Bolas de Berlim... sem creme

Um blogue que não é de culinária (apesar de ter algumas receitas)

Senhor Amolador

Da próxima vez que eu sair à rua de tesoura da costura dentro da mala (só porque me poderiam prender se andasse na rua de tesoura na mão), acorrendo ao chamamento da sua harmónica, faça favor de não desaparecer tão depressa como chegou. Eu pensava que o senhor amolador ainda andava numa bicicleta de 1963. Mas, pelos vistos, já anda de skate.

Atenciosamente,

Uma habitante do bairro que precisa mesmo mesmo de amolar a tesoura e que já não consegue correr tão depressa como se tivesse 53 kg.

Crochetando



Nunca esperei voltar a aprender crochet, mas é já amanhã, na Retrosaria, com a Rita Cordeiro
Quando a minha mãe souber, ela que sempre insistiu tanto para que eu fosse uma donzela prendada na arte de bem manejar as agulhas, é capaz de lhe dar um achaque. "Mas eu tentei ensinar-te!" Sim, mãe, há 20 anos atrás, quando eu achava que crochet era coisa de velha maluca por naperons.
Hoje em dia o crochet foi reinventado. Já é cool costurar, fazer malha e crochet. Já não é só coisa das mães e das avós, já não serve só para fazer naperons para pôr em cima da televisão e, apesar de ainda haver muita gente que pensa que esta coisa das manualidades é para donas de casa frustradas, eu estou cada vez mais fã, babo-me a olhar para certas fotos que vou encontrando na Internet e penso sempre como gostaria de conseguir concluir uma peça destas,

como as mantas de crochet com que cresci em casa da minha avó alentejana e que ainda espero vir a adquirir um dia. 
Eu: Mãe, depois quando fizerem as partilhas, podes tentar muito ficar com a manta, as almofadas de crochet e a máquina de costura Singer da avó, para mim?
Ela olha para mim com aquele ar esgazeado "Deves estar mas é maluca", informa-me que já tinha pensado em ficar com essa parte da herança para ela e não pondera, por um minuto sequer, passá-la directamente para mim. E eu pergunto-me, para onde foi parar o altruísmo de mãe, humm? É tudo só para os netos agora? Já não se abdica de tudo em prol dos filhos na idade da reforma? De nada? Nem de uma roseta?


Imagens retiradas da Internet/Pinterest