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Bolas de Berlim... sem creme

Um blogue que não é de culinária (apesar de ter algumas receitas)

Bolas de Berlim... sem creme

Um blogue que não é de culinária (apesar de ter algumas receitas)

Remendos de crochet

Aprender a costurar foi das coisas mais úteis que podia ter feito. Vai-se a ver e aprender crochet também. Porque de vez em quando dá para aliar um ao outro e salvar uma peça de roupa que, de outra maneira, iria direitinha para o lixo.

A Inês herda muita roupa das primas e amigas. Um dos vestidos, que ela adorou, veio com uma nódoa que nunca consegui tirar. Como nunca gostei muito do vestido, pensei em fazê-lo desaparecer misteriosamente, mas seria uma injustiça, pois é um dos "vestidos de princesa" que a minha filha adora.


Uma solução seria retirar o forro, mas se é o forro que lhe dá o ar rodado, mais valeria deitá-lo para o lixo. Pensei em colocar um daqueles apliques termocolantes, mas depois lembrei-me de fazer um remendo em crochet do tamanho da nódoa.


Assim, em menos de nada fiz dois quadrados que uni e cosi com linha da mesma cor. A nódoa ficou apenas visível do avesso.



O aspecto final fica bem discreto.




O processo todo não demorou mais de meia hora e ficou uma solução bem mais barata e ecológica do que deitá-lo fora e comprar outro.

Dos segundos [versão actualizada]



A propósito deste artigo da Up To Lisbon Kids sobre ter um terceiro filho, e eu que (ainda só) vou no segundo, vai  não vai lembro-me de algumas diferenças sobre a forma como as minhas duas foram/são recebidas neste mundo.

Começando pela diferença abismal do número de visitas no hospital e em casa na era do puerpério (salvo os avós e dois casais amigos, a Alice foi praticamente ignorada por toda a gente) e do tipo de prendas que recebemos para ambas (enquanto a primeira recebeu desde roupa a brinquedos, linhas completas de cosméticos e banheiras, a segunda foi corrida a rocas...), a Alice leva com todos os brinquedos e roupas usadas da irmã e é se quer. As roupas ainda as lavei antes de as usar. Mas os brinquedos foram directamente da caixa onde estavam guardados há dois anos para a boca dela. Nem vale a pena dizer que, quando foi da Inês, esterilizava tudo e um par de botas. Pelo menos até perceber que não era preciso cair em exageros.
O tipo de fraldas usado também sofreu uma grande alteração. Na verdade a marca nem importa. O que importa é a promoção. Só sou esquisita com as toalhitas, que compro na farmácia, mas de resto a mais nova é muito pouco dada a frescuras. Tanto que, à força de ter a mais velha para deitar, ler a história e o diabo a sete, a Alice aprendeu a adormecer sozinha bem cedo.

Isto são as coisas óbvias.

Depois há aquelas nuances da segunda maternidade mais relaxada como quando saio à rua sem fraldas nem toalhitas, a miúda bolça e eu limpo com o que está mais à mão: a écharpe. Assim como assim, ando sempre despenteada, com nódoas de bolçado e a cheirar a papas e leite azedo.
Sim, porque há coisas que nunca mudam.

Diz que não é um blog de moda...

... mas que este colar vai ficar muito bem com a minha Wiksten dos flamingos, lá isso vai.


Um grande bem-haja à NikibiDesigns (uma empresa portuguesa, com certeza!) pela simpatia e pelo fantástico serviço, pois não só me enviou o colar com uma rapidez inesperada como ainda me ajudou a perceber os tamanhos reais dos colares em polegadas. Foi a minha estreia na compra de bijuteria online e, sem esta imagem para me orientar (cortesia da NikibiDesigns), bem que podia ter corrido mal.


Eu, que nem sou nada destas coisas...

A pior mãe do mundo

Estava tudo pronto para sairmos de casa quando virei costas para ir buscar a chucha da Alice. Três segundos depois, ouvi-as cair, uma em cima da outra, a Inês no chão e o carrinho virado de pernas para o ar, com a Alice lá dentro. Dizer que o meu coração parou é um eufemismo. Soltei um grito que não sei de onde veio e, depois de verificar que a Alice estava bem, apesar do susto, zanguei-me. Zanguei-me muito. Zanguei-me tanto que fiquei feita em frangalhos. Apesar de saber que uma criança de três anos não tem consciência do que pode acontecer quando se debruça e tenta subir para um carrinho de bebé com um bebé lá dentro, a soma das vezes que já a tínhamos alertado para isso acabou por me toldar o sentido de justiça e a capacidade de não exigir da mais velha atitudes de pessoa crescida.
O resto do dia correu mal. Foi mesmo o pior dia de maternidade da minha vida. Correu tão mal, do princípio ao fim, que fui para a cama certa de que não só era muito pior mãe do que julgava ser, como era até mesmo uma péssima mãe.

Foi por isso que muito me surpreendeu ter chegado hoje de tarde à escola e ter visto, exposto na parede, o desenho da minha filha alusivo ao Dia do Livro Infantil. Fora pedido às crianças que ilustrassem um conto que tinham ouvido (ou um dos contos preferidos, não percebi bem, tantas eram as interpretações das crianças). E ela escolheu desenhar-me a mim. 


Não sei se primeiro veio a vontade de chorar se a de me açoitar e colocar um cilício, se foi tudo junto. No dia a seguir ao filme "A minha mãe é uma bruxa", a minha filha optou por desenhar-me a mim, a sua personagem preferida, em vez de ser fiel ao guião proposto. 

E eu pensei, poças, pá, alguma coisa hás-de estar a fazer bem.


* Entretanto, o dia hoje correu melhor.

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