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Bolas de Berlim... sem creme

Um blogue que não é de culinária (apesar de ter algumas receitas)

Bolas de Berlim... sem creme

Um blogue que não é de culinária (apesar de ter algumas receitas)

Quando as coisas correm bem, é muito fácil

À semelhança daqueles blogues de cores pastel em que parece que tudo vai bem, que os miúdos estão sempre bem vestidos e sem nódoas com mães de lábios pintados a condizer (ou será ao contrário?), hoje também vou deixar de lado as birras, as nódoas, os chichis nas cuecas e as noites más para vos falar de um fim-de-semana a três espectacular! Acho que, se repetir isto muitas vezes, vou conseguir convencer-me de que fui mesmo uma mãe espectacular este fim-de-semana, não gritei vez nenhuma e encarei todos os chichis fora da fralda com um sorriso. Até o cocó na cueca eu achei fofinho! Mesmo fofinho, a sério!

 

Tudo começou com a casa da minha avó em que cresci e passei férias de Verão infindáveis e Natais cheios de recordações, e que os meus pais compraram na sequência das partilhas depois de a mainha avó morrer. Aquela casa traz-me tantas e tão boas recordações que cada vez que lá entro é um regresso ao passado. É normal que queira muito passar isto às minhas filhas, mas a Inês não tem partilhado do mesmo sentimento de pertença à casa ou à aldeia. Diz que a casa é velha e fria, o que não deixa de ser verdade. A culpa é minha que ainda só lá a levei de Inverno. Mas o Verão no Alentejo é demasiado quente e em Sesimbra passam-se demasiadas coisas para querermos sair daqui...

Mas desta vez fui com a missão de criar boas memórias nas minhas filhas, de as levar a passear muito e de as fazer querer lá voltar. Daqui a uns tempos logo vejo se consegui.

 

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Começámos por visitar o Museu de (A) Brincar de que eu gostei mais do que elas, porque quando perceberam que não podiam brincar com as coisas, deixaram de achar piada.

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Fez-me alguma impressão ver um jogo com que costumava brincar em criança como peça de museu. Estamos velhos aos 35 anos?

 

Enquanto a Alice dormia a sesta, levei a Inês à ribeira do Caia. Quando tinha a idade dela, ia muitas vezes para lá ver cágados e fazer richochete na água com pedrinhas, mas não vimos cágados nem havia pedrinhas no meio de um matagal pouco cuidado. Apanhámos, sim, muitas flores campestres e ouvimos muitos sapos que coaxavam numa sinfonia ensurdecedora.

 

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Quando a Alice acordou, fomos passear de novo e acabámos por ir dar à vila da Esperança ver as pinturas rupestres da Lapa dos Gaivões. No início deste ano lectivo, a sala da Inês trabalhou o tema dos homens das cavernas e das pinturas rupestres e acho que ela ficou muito impressionada por vê-las ao vivo.

 

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O resto do tempo foi mesmo espectacular como disse no início. Não tive de separar as manas à noite porque não ficaram nada excitadas por dormirem na mesma cama, dormi a noite toda durante as duas noites em que lá acordei, sem acordar vez nenhuma nem ter tido de trazer a Alice para a minha cama às 5 da manhã, portaram-se super bem no supermercado da vila em que as pessoas olharam todas para as minhas duas filhas super bem comportadas e a ida ao restaurante correu às mil maravilhas sem ser preciso mudar a Alice duas vezes nem fingir que ela não tinha feito cocó nas cuecas nem nada. Foi mesmo fora de série.

Especialmente a viagem de regresso, em que vieram a dormir.