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Bolas de Berlim... sem creme

Um blogue que não é de culinária (apesar de ter algumas receitas)

Bolas de Berlim... sem creme

Um blogue que não é de culinária (apesar de ter algumas receitas)

da minha manta (e das outras)

Está quase a minha manta. Quase, tão quase, aquele quase que precede o fim de um bom livro e que nos faz sentir tristes por estarmos a chegar ao fim. Mas, ao contrário de um livro, que depois de lido servirá apenas como lembrança e objecto decorativo nas prateleiras (não no meu caso, que tento sempre fazer circular os livros), uma manta destina-se a aconchegar muitas sestas, brincadeiras e andanças felinas, a ser usada de estação em estação, de geração em geração, com a ambição imodesta de que a minha manta chegue às minhas netas, tal como a manta de crochet da minha avó me chegou a mim.

 

Está quase a minha manta. Só falta coser o debrum à mão, que tenho vindo a fazer na calma dos serões sempre que as miúdas dormem bem e não tenho de trabalhar. Mais um serão e acaba e depois fica aquela nostalgia do produto acabado e aquele orgulho e sentimento de empoderamento que me acomete sempre que termino uma peça feita por mim, à mão. Eu, a desastrada, eu, a trapalhona, eu que consigo fazer uma manta de patchwork à mão. A Rosa ajudou-me muito, está claro. Não fossem os seus conselhos e a sua motivação e ainda hoje estaria enredada na teia de cores e padrões a escolher para a manta. Não fosse a obrigatoriedade do curso e teria certamente ficado presa na teia dos dias e procrastinado como tão bem sei fazer. Às vezes, confesso aqui que ninguém me ouve, senti-me assoberbada. Desde Fevereiro, quando começou o curso, poucas foram as vezes que consegui ter o tpc pronto antes da véspera, com tempo para deixar as costuras marinar de um dia para o outro, descoser e voltar a coser numa linha um pouco mais recta, um pouco mais perfeita. Não ficou perfeita, nem de longe nem de perto. Tem linhas tortas e a tensão desalinhada naquela parte em que a minha máquina se cansou. Mas assim se querem as coisas feitas à mão: um pouco tortas ao olhar treinado, mas com aquele valor que nenhuma peça feita industrialmente consegue roubar.

 

Está quase a minha manta. E quando esta terminar, farei outra. Um dia, farei outra. Mas primeiro virei aqui mostrar esta.

 

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Foto retirada do blog da Rosa Pomar que dedicou um post à turma

do Workshop Manta de Retalhos de Fevereiro/Maio. Obrigada, Rosa!

 

Manta de retalhos - A Composição

Na primeira aula do workshop Manta de Retalhos aprendemos tudo sobre conjugação de cores, tecidos e padrões e começámos a cortar os quadrados (9 x 9 cm). A Rosa aconselhou-me a execução de uma manta de quadrados, que é por onde se deve começar, apesar de eu já ter executado algumas mantas simples com quadrados e ter expressado desejo de ir por outros caminhos. Mas há tantas conjugações que se podem fazer com quadrados, como ela nos mostrou, que acabei por ficar rendida. A escolha dos tecidos foi a parte mais difícil e eu, eterna insatisfeita, não estou completamente convencida com a minha, mas não queria estar a comprar tecidos novos, por isso tive de me cingir aos meus, que são muito garridos e com padrões muito cheios, o que dificulta a conjugação entre tecidos diferentes.

O trabalho de casa consistiu em cortar todos os quadrados de que vamos precisar para uma manta pequena e ensaiar três ou quatro conjugações possíveis. O truque para fazer isso foi surpreendente: pendurar uma flanela na parede (usei um lençol da Alice) e "colar" os tecidos à flanela. O algodão cola-se simplesmente à flanela, sem ser preciso recorrer a alfinetes ou fita cola.

É claro que, cá em casa, a flanela fez sucesso e acabei por ter de deixar outras artistas conjugar os tecidos à sua vontade.


A primeira conjugação agrada-me e apetecia-me ficar por aqui para não me baralhar, mas vou ser boa aluna e fazer mais uma ou duas conjugações para apresentar na próxima aula.


Como sou pouco inventiva, vou basear-me nas mantas que já foram feitas neste workshop. Fico tonta só de pensar em escolher uma...






Fotografias tiradas da net, tudo da Rosa Pomar.

Manta de retalhos (agora sim)

Começa já este sábado o workshop de Manta de retalhos na Retrosaria. Estou ansiosa. Sinto-me com 7 anos na véspera de ir dormir a casa das primas...
Estive a escolher os tecidos para levar e como não me consegui decidir se levava os azuis, os rosa, os amarelos, os verdes, e muito menos conjugá-los entre si, levo-os todos. Mas o mais certo é acabar por comprar uns novos...

Uma espécie de avental para sair à rua

Já temos vencedor. A ajuda do público não deixou margens para dúvidas: padrão retro com ele. Ou ela.


Este molde é super fácil de executar (molde Elsie da Citronille). É só cortar o tecido em duas peças iguais (se fizermos a versão com forro), e depois coser a toda a volta, deixando um espaço aberto para virar o tecido do avesso. Eu é que compliquei com o bolso, que tive de fazer duas vezes, porque o primeiro ficou torto e o segundo... bom, ficou demasiado pequeno para a minha mão. Pode ser que antes de vir o tempo quente me apeteça descoser e voltar a coser um bolso novo... Se não, fica só para enfeitar!

De qualquer maneira, achei o resultado final engraçado.




Prontinho para usar quando vier a Primavera.

Ajuda do público!

Nem quero acreditar na minha sorte. Hoje, num domingo com toda a gente em casa, consegui começar e quase terminar um molde da Citronille que comprei há quase um ano... Há a versão com forro e a versão sem forro, mas para ficar mais engraçado, decidi fazer a versão com forro num padrão diferente. Porém, no final, acabei por gostar mais do forro e é aqui que os meus queridos leitores entram. Preciso da vossa ajuda para decidir que lado usar (isto só porque ainda não me lembrei de nenhuma maneira fácil de fazer a coisa reversível).

Trata-se do molde Elsie e inicialmente era para assentar mais ou menos assim:


Frente

Mas depois lembrei-me que vou, certamente, usar isto muitas vezes com calças de ganga e... ganga com ganga... bom, já não estamos nos anos 80...
Então experimentei o avesso. E gostei.


Entretanto, lembrei-me que seria interessante adicionar um bolso à frente, para guardar chaves ou chuchas, elásticos para o cabelo ou peças dos Pinypons...


Foi então que surgiu a dúvida. Frente ou verso? Ganga ou padrão retro? De qual gostam mais?



Também podem ser sinceros e dizer que não gostam de nenhum. Mas sejam amiguinhos...

(Ah, sim, e esta sou eu (para quem não conhece)! Já era tempo de mostrar a cara aqui no blog. Pena o cabelo desgrenhado, mas este é mais ou menos o meu estado normal...)






Verso (isto é traje para usar com uma camisola por baixo, claro...)


Calendário do Advento - DIY


O Advento começa na próxima segunda, dia 1 de Dezembro. Como tal, ainda vão a tempo de fazer o vosso próprio calendário do Advento durante o fim-de-semana. O nosso já está mais ou menos pronto, só falta um ou outro retoque que vou concluir no fim-de-semana. Tendo em conta que ia cosendo duas janelinhas por dia, até nem levou muito tempo a fazer. É bastante simples de executar, muito económico e ocupa pouco espaço. E nem é preciso ter máquina de costura. Podem fazer a mesma variante com cola especial para tecido. Vejam aqui um exemplo parecido ao meu, mas usando feltro e cola.

O que eu usei:

- Um rectângulo de feltro suficientemente largo e alto para caberem cinco quadrados de largo e cinco ao alto.
- Um pacotinho de 24 corações em feltro numerados que comprei na At Home Hobby
- 24 quadradinhos de retalhos que tinha cá por casa
- Fitas de viés decorativas com motivos natalícios que cosi nas margens superior e inferior
- Cola para tecido
- Linha ou lã para pendurar
- Fita adesiva bilateral para colar para reforçar a adesão na parede



Como fiz:

1. Cortei 24 quadrados de tecido a partir de um molde pré-feito; para não ter de fazer bainhas, cortei as margens com uma tesoura zig zag.



2. Cosi os 24 quadrados ao rectângulo de feltro, deixando a parte de cima aberta.



3. Cosi duas fitas de viés às margens superior e inferior.

3. Colei os corações aos quadrados.




4. Apliquei uma fita de linha para pendurar na parede, mas o resultado não saiu como esperado e tive de reforçar com fita adesiva com face bilateral daquelas que, dizem eles, não estraga as paredes ao retirar. Mas ainda não estou satisfeita com o resultado. Acho que com o peso das surpresas que vou colocar dentro das janelinhas, aquilo vem tudo abaixo... Sugestões?



Ainda me falta aplicar qualquer bonecada ali no espaço deixado ao lado do 24. A Inês sugeriu um Pai Natal, porque... afinal, é Natal!

Não é nada de especial, mas não tem de ser. É para uso próprio e tem todas as falhas que se esperam de alguém que foi cosendo aos poucos com uma das filhas agarrada às pernas...



E o que colocar nas janelinhas? Este ano tentei fugir aos doces e chocolates e arranjei outros artigos pequenos que coubessem nas janelinhas sem estragar a surpresa e que fossem do agrado de uma miúda super feminina de 4 anos. Assim, vou alternar um chocolate com um não chocolate, como por exemplo:
- Ganchinhos
- Elásticos para o cabelo com bonecada
- Colares ou pulseiras
- Figuras Lego
- Borrachinhas com formatos engraçados
- Um bloco de post-its em forma de coração para ela ir colando bilhetinhos pela casa
- Plasticina (mas essa não cabe...)
- Um batom de brilhantes próprio para a idade
- Autocolantes

É claro que isto são só algumas ideias. Consoante a criança que tiverem em casa, podem lembrar-se de outras coisas. E por essa Internet fora há imensas ideias, como estas. Pessoalmente, gostava que um dia alguém se lembrasse de me fazer este calendário de Natal. Just sayin...

E agora vá, seus preguiçosos, toca a pôr mãos à obra este fim-de-semana! E... bom Advento!

Dois em um: vestido com top em crochet

Ora há lá alguma coisa melhor do que juntar dois amores num só, costura e crochet?
Pode não parecer, mas este vestidinho com top em crochet foi das coisas mais fáceis e mais rápidas que já fiz. E foi tudo mais ou menos a olho (talvez por isso tenha tido de refazer a saia do vestido que à primeira ficou um tanto ou quanto pequena..).




Tamanho: 6-9 meses
Tempo total de confecção: aprox. 3 horas (com direito a um engano!)
Esquema de crochet inspirado daqui.
Mais ideias para outros vestidos com tops em crochet aqui, aqui e aqui (tudo em inglês).

Do autocontrolo

Primeiro, ia só levantar o meu cartão de cidadão. Depois, lembrei-me que podia dar um saltinho à loja de tecidos para comprar aquele tecido que me faz falta para o quilt. Depois achei que era boa ideia passar na loja de tecidos ao lado para espreitar as promoções.

Quando saí de lá, a única diferença entre mim e um viciado em jogo que sai depenado do casino é que eu, provavelmente, nunca irei vender as minhas filhas para comprar aqueles tecidos tão giros que ficavam mesmo bem para fazer o que quer que seja que eu me tenha lembrado naquele momento de fazer.

Por isso é que nunca hei-de aprender tricot.


Remendos de crochet

Aprender a costurar foi das coisas mais úteis que podia ter feito. Vai-se a ver e aprender crochet também. Porque de vez em quando dá para aliar um ao outro e salvar uma peça de roupa que, de outra maneira, iria direitinha para o lixo.

A Inês herda muita roupa das primas e amigas. Um dos vestidos, que ela adorou, veio com uma nódoa que nunca consegui tirar. Como nunca gostei muito do vestido, pensei em fazê-lo desaparecer misteriosamente, mas seria uma injustiça, pois é um dos "vestidos de princesa" que a minha filha adora.


Uma solução seria retirar o forro, mas se é o forro que lhe dá o ar rodado, mais valeria deitá-lo para o lixo. Pensei em colocar um daqueles apliques termocolantes, mas depois lembrei-me de fazer um remendo em crochet do tamanho da nódoa.


Assim, em menos de nada fiz dois quadrados que uni e cosi com linha da mesma cor. A nódoa ficou apenas visível do avesso.



O aspecto final fica bem discreto.




O processo todo não demorou mais de meia hora e ficou uma solução bem mais barata e ecológica do que deitá-lo fora e comprar outro.