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Bolas de Berlim... sem creme

Um blogue que não é de culinária (apesar de ter algumas receitas)

Bolas de Berlim... sem creme

Um blogue que não é de culinária (apesar de ter algumas receitas)

Dois em um: vestido com top em crochet

Ora há lá alguma coisa melhor do que juntar dois amores num só, costura e crochet?
Pode não parecer, mas este vestidinho com top em crochet foi das coisas mais fáceis e mais rápidas que já fiz. E foi tudo mais ou menos a olho (talvez por isso tenha tido de refazer a saia do vestido que à primeira ficou um tanto ou quanto pequena..).




Tamanho: 6-9 meses
Tempo total de confecção: aprox. 3 horas (com direito a um engano!)
Esquema de crochet inspirado daqui.
Mais ideias para outros vestidos com tops em crochet aqui, aqui e aqui (tudo em inglês).

Remendos de crochet

Aprender a costurar foi das coisas mais úteis que podia ter feito. Vai-se a ver e aprender crochet também. Porque de vez em quando dá para aliar um ao outro e salvar uma peça de roupa que, de outra maneira, iria direitinha para o lixo.

A Inês herda muita roupa das primas e amigas. Um dos vestidos, que ela adorou, veio com uma nódoa que nunca consegui tirar. Como nunca gostei muito do vestido, pensei em fazê-lo desaparecer misteriosamente, mas seria uma injustiça, pois é um dos "vestidos de princesa" que a minha filha adora.


Uma solução seria retirar o forro, mas se é o forro que lhe dá o ar rodado, mais valeria deitá-lo para o lixo. Pensei em colocar um daqueles apliques termocolantes, mas depois lembrei-me de fazer um remendo em crochet do tamanho da nódoa.


Assim, em menos de nada fiz dois quadrados que uni e cosi com linha da mesma cor. A nódoa ficou apenas visível do avesso.



O aspecto final fica bem discreto.




O processo todo não demorou mais de meia hora e ficou uma solução bem mais barata e ecológica do que deitá-lo fora e comprar outro.

Transformar meias velhas em roupa de boneca

Este fim-de-semana ia deitar fora dois pares de collants da Inês quando me lembrei de um post que tinha visto no blogue Mamà recicla onde ela dá a brilhante ideia de aproveitar as meias velhas, sejam collants grossas ou peúgas, para fazer vestidos para bonecas. Podem ver o post original aqui.

Basta pegar numa tesoura e fazer três buracos, para a cabeça e para os braços, e depois cortar a bainha no comprimento desejado.


Decote em V



Dá ainda para fazer fitas ou gorros


Cachecóis farsolas


Decote de barco, ou lá como se chama



Modelo fashion com capuz

É tão fácil que faz impressão, mas nunca me tinha lembrado disto. Quase que dá vontade de ir comprar meias novas de propósito.

Coisas que se fazem quando não se tem nada para fazer #1

(Breve pausa nos devaneios puérperos)

Lembram-se da manta de retalhos que queria fazer aqui e depois já não queria fazer aqui?
Com isto da gravidez de risco e de não poder estar muito tempo de pé por ordens médicas, adiei um e outro projecto e acabei por ir fazendo, no vagar dos meus dias de grávida, uma capa de edredão normal. 


Não satisfeita com o resultado simplório simplista, afinal uma capa de edredão qualquer um consegue fazer (certo?), resolvi aproveitar as sobras do tecido e costurar um cortinado que fizesse pandan com a colcha e fosse bem mais girly do que aquele que lá estava (que não condizia desde o início, mas acabou por ficar pendurado mais de um ano...).




Devia fazer a outra metade do cortinado, mas depois aborreci-me. Assim como assim, a janela é pequena e o sol só bate directamente das duas às quatro. E outros projectos me aguardam, pois.

Ideias com talento #1 - Transformar camisas de homem

Era giro iniciar uma rubrica. Só naquela. Há por aí tanta gente com talento a fazer coisas giras e tanta gente com menos talento mas a mesma vontade de fazer coisas giras (eu, eu!!) que é uma pena não partilhar aquilo que vou encontrando na blogosfera ou nas revistas que compro esporadicamente enquanto espero na minha segunda casa, a Segurança Social. Foi o caso da Ma Chemise d'Homme, que vi na marie claire idées (só para dar estilo, porque o meu francês está ao nível do desenrascanço - seria capaz de pedir uma tarte aux mirtilles nos Alpes, mas quando fosse perguntar o preço o meu cérebro empancaria no quatre-vingt-seize ou outra forma parva de dizer os números).

Cá em casa proliferam as camisas de homem e não sou eu que as visto. São tantas que enchem mais de metade do roupeiro, deixando-me apenas com um terço do roupeiro livre para as minhas próprias camisas. Até a empregada já comentou que o homem da casa tem mais roupa do que a mulher da casa, ao que eu aquiesci com um breve suspiro. O problema é que o elemento masculino da família só se consegue livrar de alguma peça de roupa se ela estiver visivelmente surrada, rota, descosida, não der para remendar ou tiver uma nódoa gigante que já não sai nem com lixívia, mesmo que já não a use desde 1998. Eu já lhe disse que, qualquer dia, pego numa dessas camisas e faço uma saia para a Inês

tudo explicadinho em  inglês aqui
mas ele lançou-me um olhar daqueles já-ouvi-falar-de-divórcios-por-menos, pelo que eu ainda não tive coragem.

Mas, sem perder a esperança, vou guardando ideias giras para pôr em prática assim que a oportunidade espreitar (oh, que chatice, esta nódoa não sai por nada...). E o site Ma Chemise d'Homme dá mais que muitas ideias. E giras. É só preciso ter olho para a coisa e conseguir fazer roupa sem seguir nenhum molde. O que, definitivamente, não é o meu caso... 
Ora vejam só.






Tutorial - Modificar o decote de uma t-shirt

O segundo tutorial deste blogue (uau!!) prende-se novamente com a transformação de roupa.
No  início do Verão, comprei uma série de t-shirts lisas e baratas à Inês com o intuito de as decorar com apliques e construir, assim, um roupeiro mais personalizado. No entanto, apesar de lhe servirem no resto do corpo, o decote das t-shirts é tão apertado que é praticamente impossível vesti-las ou despi-las sem lhe arrancar as orelhas. As t-shirts acabaram por ir ficando no fundo da gaveta até que, com demasiado tempo nas mãos e uma crise de sinusite que me impede de me esticar no sofá sem sentir que o meu nariz alberga todo o rio Ganges e respectivas vacas mortas, voltei a pensar no que poderia fazer para salvar as t-shirts e dar-lhes, pelo menos, mais uma utilização.
A minha ideia era transformar uma simples t-shirt lisa de decote redondo numa t-shirt mais feminina com decote em V e um toque personalizado. Algo assim:


Peguei numa das mais baratuchas e fiz-me à Internet à procura de dicas, certa de que haveria uma forte probabilidade de estragar a t-shirt se me pusesse a cortá-la sem qualquer orientação.
Descobri este vídeo sobre como cortar um decote redondo e transformá-lo num decote em V, cuja visualização recomendo fortemente para mãos de chumbo como eu.


O primeiro passo será, então, dobrar a t-shirt ao meio, marcar a zona a cortar com uma régua e cortar no sentido que é indicado no vídeo para que os lados fiquem simétricos.

O segundo passo será chulear o decote para evitar que desfie e/ou, dependendo do tipo de tecido, dobrar dois milímetros para dentro e pespontar. Ficará qualquer coisa como isto:

Depois de chuleado.

Marcar com alfinetes para pespontar.

Já com pesponto, o decote atrás fica mais largo e arredondado 
pronto para servir a qualquer cabeçuda!

De seguida, (terceiro passo) podemos passar à ornamentação do decote para conferir um ar mais distinto e personalizado à t-shirt. É sempre possível deixar ficar o pesponto, mas se não forem certinhas (como eu...), convém disfarçar o ponto com, por exemplo, uma fita de renda ou uma fita de viés. Como ainda tinha um metro de fita de renda em casa, optei por esta variante e acho que o resultado ficou bem interessante.

Para não fugir, convém fixar a renda com alfinetes.

Coser bem junto à margem do decote.


Como a parte inferior da renda, especialmente no V do decote, se levanta um bocadinho, recomendo coser também em toda a volta da extremidade inferior.

Ter especial atenção na zona do decote para não ficar franzido.

E o aspecto final nem deixa perceber que se trata, afinal, de uma t-shirt sensaborona de 2,99 €!

Gostei bastante do resultado e, apesar de o Verão estar a acabar, vou fazer o mesmo às outras t-shirts do género que têm um decote demasiado apertado. Pode não conseguir vesti-las todas ainda este mês, mas há sempre a hipótese de voltarem a ter utilidade daqui a dois anos, com a mais nova. 




A manta de retalhos que já não é

É ponto assente: esta manta de retalhos não me está a correr bem. O meu carácter impulsivo e pouco paciente levou-me a começar a coser os quadrados sem qualquer ordem ou sistematização e só quando já tinha 3 filas cosidas é que percebi duas coisas:

1) os quadrados maiores, que supostamente formam o motivo da manta (aquele do gato), não coincidem com o tamanho dos quadrados menores, o que me obrigou a cortar aleatoriamente tiras de tecido para colmatar os espaços em branco;


2) a cor, os padrões e as formas dos quadrados e das tiras acabam por tirar protagonismo aos quadrados grandes que, repito, supostamente formam o motivo da manta e deviam estar em destaque.


Iria ficar, assim, uma manta de retalhos propriamente ditos, uma amálgama como a que resultou da manta que fiz para a cama de grades da Inês 


e para a cama das bonecas 


(se esforçamos muito os olhos percebemos que houve ali a intenção de fazer um quilt de cruzes, mas que, para isso, devia ter escolhido uma única cor para o fundo, de modo a realçar as cruzes em padrões estampados). 

Não que uma manta de retalhos seja feia. Longe disso, pelo contrário e isso tudo. Adoro mantas de retalhos misturados e desordenados ao estilo vintage. Mas esta simplesmente não me estava a agradar. Seriam as cores, o tamanho dos quadrados, a desorganização das filas ou a minha própria eterna insatisfação? Ou será que o que eu quero fazer não é uma manta de retalhos, mas sim um quilt, pensado, medido, ordenado e pacientemente "montado"?

Aquilo que já tenho feito será certamente reaproveitado que eu não sou pessoa de deitar tecido fora. Estou a pensar, talvez, num tapete de brincadeiras para a mais nova. Isso ficará para depois. Agora só tenho de decidir o tipo de quilt que quero fazer, tendo de escolher um de três conhecidos em inglês por bunting quilt, triangle quilt ou neighborhood charm quilt.




Por me parecer mais simples de executar e mais fácil de montar, tendo em conta os retalhos que ainda tenho, estou bastante inclinada para este quilt: "half-square triangle quilt".


(outra variante do mesmo)

Porque, eu culpada me confesso, num acesso de loucura (bastante usual de cada vez que vou à Santo Condestável), já comprei tecido novo com as medidas exactas: um estampado para a parte de trás e um de uma só cor para fazer o fundo para a parte da frente e que combine com os padrões contrastantes que tenho em casa.


Estou entusiasmadíssima e acho que é capaz de ficar bem giro na cama nova. Sim, manta de retalhos: já eras.

Mais ideias para usar motivos de renda/crochet em roupa

No seguimento do post anterior, peguei numa camisola da Inês que tinha um buraco e estava prestes a ir para o lixo e cosi-lhe uma roseta de crochet (que tinha comprado no Ikea há mil anos atrás) a tapar o buraco.
Ficou ou não ficou gira?


Lembrei-me ainda que, num dos vestidinhos de Verão que fiz para a Inês, usei uma bainha de renda - que comprei, portanto não se enquadra propriamente na categoria de reaproveitamento de enxovais, mas é uma ideia bem gira.


Em calções também fica muito giro, como podem ver neste post da M de M


Entretanto, fui repescar outro post antigo da M de M, pois tinha uma vaga ideia de que ela falava sobre como fazer... candeeiros de renda! Yep!


Cheira-me que há um sem número de possibilidades de reaproveitar rendas antigas...

TUTORIAL* - Transformar roupa com naperons de renda

*sempre quis usar esta palavra no título de um post!

Confesso: estou apaixonada por crochet. Depois daquele workshop com a Rita Cordeiro, a máquina de costura deu lugar à agulha e, esquecendo o pormenor que ainda não produzi nada que se visse, fazer crochet é muito mais prático do que costurar. Dá para levar para qualquer lado, não ocupa muito espaço, é igualmente relaxante (ou exasperante, conforme o caso) e, se ao princípio é igualmente moroso, confio que com a prática vou conseguir não me rir quando vejo aqueles tutoriais que prometem "faça este cachecol numa hora" a sete dólares o PDF.

Continuo, no entanto, a não achar piadinha nenhuma à renda. Odeio de morte aquelas fraldas "com pontilhado" que a minha mãe teima em fazer para as netas, mas já não lhe digo nada porque percebi que não vale a pena. E não achava piada a naperons até descobrir uma das maravilhas do upcycle de roupa: transformar t-shirts sem graça com aqueles naperons redondos que herdámos da avó e que não sabemos o que lhes fazer!

Está tudo aqui e aqui, mas eu posso dar uma ajudinha em português. Ah, sempre quis fazer isto!

Então, cá vai.

TUTORIAL - Como transformar t-shirts sem graça usando os naperons de renda da avó

Escolhe a t-shirt ou o top e tira de uma vez por todas o naperon de cima do televisor!



Coloca o naperon por cima da t-shirt, no local onde o queres coser, e fixa com alfinetes ou cola de tecido (eu prefiro os amigos alfinetes). Tem atenção ao sítio onde vai aparecer o soutien!


Depois cose à máquina, em toda a volta.


Depois de cosido, vira a peça do avesso e corta o tecido por baixo da renda, seguindo o tracejado da costura, mas com muito cuidado para não cortar a renda.





E voilá! Não é giro?



À venda aqui

Dependendo do gosto, pode ficar mais ou menos piroso! 
Eu cá acho que vou experimentar. Uma grávida pode tudo.