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Bolas de Berlim... sem creme

Um blogue que não é de culinária (apesar de ter algumas receitas)

Bolas de Berlim... sem creme

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Este Natal "fui eu que fiz"

Uma das minhas resoluções de Ano Novo para 2012 (que sou pessoa para fazer resoluções de Ano Novo) foi aprender uma qualquer arte manual. A sugestão do Tiago foi aprender a costurar, pois ao menos teria mais utilidade do que forrar caixinhas com guardanapos. Foi o que fiz. Meti-me numa workshop da Rosa Pomar e saí de lá convencida e disposta a aprender de cor O Grande Livro da Costura.
Assim, faz todo o sentido que termine o ano com a resolução de, neste Natal, só oferecer prendas feitas por mim. A maior parte costuradas, claro, mas não só, pois não estou a ver o que raio posso costurar para oferecer ao meu pai, por exemplo. Para a minha sogra também vou ter de pensar numa outra coisa, pois nos anos já lhe ofereci uma capa em patchwork para o Kindle, tipo esta, mas não tão fixe. Na verdade, ao olhar para esta só me apetecer chorar...
Adiante.
Ideias não me faltam. O que me falta é tempo e engenho, mas ainda falta um mês e tenho fé que a coisa se comece a encaminhar.
Vou, então, passar a publicar aqui algumas ideias que estão ao acesso de todas as carteiras e faltas de jeito. E não há ninguém com mais falta de jeito do que eu, acreditem...

Entretanto, como sou uma pessoa altamente concentrada e dedicada a um só projecto, que nunca se dispersa, já comecei a fazer as decorações para a árvore de Natal em feltro. O alce ficou mais ou menos igual a este, mas tive logo de ouvir um "Falta um olho do outro lado".
Reparei também que me esqueci de coser a fita para prender à árvore...
Haja fé! Afinal de contas, o Papa acabou de me poupar trabalho ao retirar a vaca e o burro do presépio. Só pode ser um sinal de que vou conseguir ter tudo pronto a tempo. Amén.

Mãos de fada

Sempre me considerei totalmente desprovida de talento para as artes manuais, completamente inapta e incompetente para os lavores, bricolage, desenho, pintura e afins. As tentativas da minha mãe de me introduzir ao mundo das fadas do lar foram pelo cano quando eu, nos verões dos anos 80, queria fazer tudo menos passar as tardes no meio de velhas e queques (como eu chamava às meninas bordadeiras) a fazer ponto cruz. As poucas coisas que fiz, incluíndo a blusa que, já adulta, cosi no curso de iniciação à costura, roçam aquilo que se pode designar de trapalhão. Não roçam, superam. Remates mal feitos, chuleios esquisitos e costuras tortas, eu sou o que se pode chamar A Rainha das Trapalhonas! Isso a juntar ao facto de ter um ataque de nervos de cada vez que começava um projecto novo porque as instruções e os moldes só podiam estar em chinês, quase me levou a desistir da brincadeira e a procurar um hobby menos cansativo, como... ver televisão.
Até há dois dias.
De repente, comecei a fazer coisas giras, um lencinho para o pescoço, um cinto, uma saia para uma boneca, um porta-chaves. Tudo do mais básico que há, mas ficou bem feito o que, passo a aliteração, foi um feito!
Tinha de aproveitar a maré e, graças a uma noite em que os planos me saíram trocados e me vi sozinha em casa sem marido nem filha com a noite toda por minha conta, decidi pôr mãos à obra e fazer este vestido que já andava a namorar há alguns meses.
Mais ou menos duas horas depois (a contar com o desespero de fazer a conversão das medidas e executar os moldes), o produto final deixou-me em estado de histeria pura. Não conseguia acreditar que aquilo me tinha saído das mãos e que eu, A Trapalhona, tinha conseguido fazer costuras francesas na perfeição e nem uma, repito, nem uma costura torta!


Foi o que bastou para me ir deitar com este livro e escolher o próximo modelo! Ou se calhar é melhor fazer outro igual. É que este, não se nota, mas saiu assim um bocado curto, um vestido a dar para o mini-vestido a dar para a túnica a dar para a blusa. Enfim, para a próxima há-de sair perfeito!


(E com tecidos destes se não dá vontade de fazer qualquer coisa? Mas mesmo qualquer coisa?)