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Bolas de Berlim... sem creme

Um blogue que não é de culinária (apesar de ter algumas receitas)

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Morangos para o jantar


Ela ainda não sabe, mas esta semana vai haver morangos para o jantar. Que é o mesmo que dizer: vai entrar a "semana do bandalho". Ele bem me fez prometer que não a vou deseducar, mas ficou contente com a minha definição de deixá-la fazer o que quer "dentro do razoável". 
Sempre que o pai está fora, eu basicamente não estou para me chatear (não é bem isso, mas espremido vai dar ao mesmo). A verdade é que ela se porta melhor quando está sozinha com um de nós do que quando está com os dois, portanto eu nem devia estar com coisas. Mas mulher prevenida vale por duas e já tenho tudo pensado ao pormenor.
Comecei por me abastecer daquele tipo de comida de que ela gosta e que nós nunca ou nem sempre lhe damos, mas não posso pormenorizar, porque o pai dela vai ler isto. Chamemos-lhe a estratégia da compensação com comida, mais conhecida por "come e deixa-me ver o Facebook". Funciona, se é que ainda não deram por isso.
Depois passa muito por sair da rotina e fazer coisas giras. Ir à piscina, fazer bolinhos, pintar caixinhas (e camisolas...), deixá-la ver filmes no Youtube enquanto se faz o jantar, quiçá dormir comigo e com o gato na mesma cama (estou aqui a pensar que o co-sleeping pode ser uma técnica eficaz para evitar os terrores nocturnos... mas também ajuda a que não tenha de me levantar muitas vezes durante a noite - mas este ponto ainda está em estudo) e no domingo ir ver não sei o quê na Ler Devagar que diz que é giro. Quando tudo o resto falhar, vamos ao restaurante comer pizza e gelado.
Ainda pensei em deixá-la não tomar banho durante uma semana inteira, mas acho que isso já é dar mau exemplo.

O truque é descomplicar e passar uma semana sem grandes atritos ou imprevistos. Vou estar sozinha com uma de três e outra de peito, razão mais do que suficiente para não me poder deixar vergar pela inflexibilidade do dia-a-dia. Se fosse mãe solteira, não podia alimentá-la sempre a douradinhos, mas como não sou, acho que me é permitida uma dose saudável de desleixo parental.

É claro que, na pior das hipóteses, fica tudo como estava, o que também não é necessariamente mau.

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