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Bolas de Berlim... sem creme

Um blogue que não é de culinária (apesar de ter algumas receitas)

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Os terríveis três

Para aqueles pais que estão a ter um princípio de parentalidade difícil, com noites mal dormidas, rabos assados, mamilos gretados e petizes que não aceitam a papa, eu só tenho uma coisa a dizer: esta é a parte fácil! Esta fase, desde bebés até ao ano/ano e meio - quando começam a andar e a falar e a fazer coisas realmente engraçadas e enternecedoras, em que o enamoramento é total - é a parte fácil. É que depois disso chegam os dois anos e com eles as primeiras birras de se atirarem para o chão, a vontade própria do eu quero, posso e mando, a consciência do eu e do mundo em redor deles, entre outras coisas com muito menos racionalidade. Os "terrible two", prometem os livros sobre parentalidade, são só isso mesmo, terrible two. Aos três tudo será diferente, vão ver. 

(Nesta parte sou eu a cantar aquela música do Jorge Palma "deixa-me rir... lá lá lá".)

Mas os três, senhores, os três são bem piores. Os três são... humm... como dizer... maléficos? É claro que tem aquela parte gira de eles já se saberem expressar bem e poderem ter conversas com princípio, meio e fim, e serem muito fantasiosos e criativos e vos dizerem coisas como "és a minha mamã fofinha" e vos fazerem rir (e se rirem) com as coisas mais parvas. Mas falar muito e bem traz um problema: a argumentação. Com três anos uma criança argumenta (e se argumenta...) e negoceia (e se negoceia...) e é capaz de nos deixar com a cabeça em água em dois minutos e meio. Depois têm comportamentos autistas como só poder comer a banana se forem eles a descascá-las ou os lápis terem de estar todos virados para cima senão o mundo acaba ou escolherem, determinados e irredutíveis, a indumentária que querem levar para a escola nesse dia (se bem que o resultado é o mesmo quando é o pai a escolher-lhes a roupa). Isto para não falar dos terrores nocturnos, que dão a sensação de estar a viver certas cenas do filme "O Exorcista" (yes, been there...). 

Segundo consta, os quatro também não são melhores. Ou, pelo menos, é melhor manter as expectativas baixas. Agora aos cinco é que é, ouvi eu de duas fontes fidedignas. Portanto, isto é como a promessa de retoma do país. Estão na merda agora, mas não se preocupem que isto em 2040 é que vai ficar mesmo bom. Não interessa nada se ainda só estamos em 2014, porque em 2040 é que é. 
Assim é com os filhos. 

Pais do mundo: diz que é aos 5 que eles ficam tratáveis! Rejubilai de alegria! A salvação existe!

(Portanto, gozai agora a fase em que os podeis deixar na espreguiçadeira entretidos com um boneco durante vinte minutos seguidos: a fase dos bebés que só mamam, cagam e choram é, sem dúvida, a única fase verdadeiramente descontraída!)

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